A maioria das empresas acha que o calor lhes custa umas centenas de euros por mês. Quando se fazem as contas, a realidade costuma ser muito diferente: entre cinco e dez vezes mais. Demonstramo-lo com três dados e uma simples multiplicação.
Três coisas que já sabe sobre o seu espaço:
1. A superfície que pretende climatizar. Não todo o pavilhão, mas a zona onde estão os postos de trabalho. Um valor aproximado serve; vamos usá-lo mais à frente para dimensionar os equipamentos.
2. Quantas pessoas trabalham lá dentro em julho e agosto. Equipa habitual, sem contar com férias.
3. Quanto custa uma hora média de trabalho na sua empresa. Se não souber ao certo, entre 18 e 28 €/hora para perfis operacionais é um intervalo razoável.
Perda semanal = pessoas × 40 horas × custo/hora × % impacto
O % de impacto é o dado que quase ninguém estima bem. A quebra de rendimento por calor prolongado numa instalação industrial situa-se entre 8% e 18%, consoante as condições. Para espaços sem climatização real, com telhado de chapa e trabalho físico, use 15%. Para espaços com ventiladores e trabalho médio, use 12%. Para espaços já com algum tipo de refrigeração, use 8%.
Pavilhão de logística de 2.000 m², 20 pessoas a trabalhar, custo médio 22 €/hora, com ventiladores mas sem climatização real (12% de impacto):
20 pessoas × 40 horas × 22 € × 12% = 2.112 €/semana
Isto dá aproximadamente 8.500 € por mês. Mais de 17.000 € nos dois meses fortes do verão.
Não aparece em nenhuma fatura. Está diluído em pausas, erros, mudanças de turno, encomendas devolvidas. Mas está a acontecer.
Os climatizadores evaporativos portáteis são utilizados atualmente em fábricas, armazéns e oficinas de todo o mundo para melhorar as condições de trabalho durante os meses mais quentes. Os dados honestos:
Cobertura por equipamento. Consoante o modelo e as condições de trabalho, um climatizador evaporativo portátil pode cobrir desde cerca de 100 m² até mais de 600 m². Em espaços grandes distribuem-se várias unidades pelas zonas críticas em vez de um único equipamento central: arrefece melhor e consome menos.
Consumo. Consoante o modelo, o consumo elétrico costuma situar-se entre cerca de 0,25 e 1,5 kW por equipamento. Um ar condicionado industrial equivalente consome entre 8 e 10 vezes mais, o que representa uma diferença muito notável na fatura elétrica no final do verão.
Arranque simples, sem obra. Consoante a utilização, pode ser mínimo ou até desnecessário: basta encher o depósito e ligá-los à tomada, ou ligá-los a uma torneira de água com uma instalação ligeira. Operacionais no próprio dia.
Ar renovado, não recirculado. Importante em espaços com presença humana contínua.
Cada instalação exige um estudo específico. A quantidade de equipamentos necessária depende da superfície que se pretende climatizar, da distribuição dos postos de trabalho, da altura do pavilhão e das condições de ventilação existentes.
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